Templo Central (Pq. Santa Fé, Messejana – Fortaleza, CE)
Arquivo de junho 2009
dicas para seguranças em eventos
30/06/09
Na maioria das vezes só pessoas desatentas são atacadas e geralmente o criminoso dispõe de pouco tempo para fazer a abordagem.
O fator principal na função de segurança patrimonial é a atenção. Por isto, algumas regras são importantes para se evitar surpresas desagradáveis ou até mesmo salvar sua vida e a dos outros bem como salvaguardar melhor o patrimônio em contrato:
1. Nunca ler revistas ou similares quando estiver no posto de serviço. O simples ato da leitura tira toda a atenção voltada para observar e salvaguardar o posto e isto pode custar a sua vida, a de seus colegas e a proteção devida do patrimônio.
2. vigilante em serviço fardado usando o coldre, deverá portar a arma no coldre e na cintura. Nunca deixar a arma fora do corpo do segurança, isto atrasará, uma possível ação defensiva ou preventiva , sem falar no risco de alguém furtar o armamento.
3. Todos os postos deverão ficar cobertos e bem distribuídos com os seguranças. Cada segurança deverá permanecer em seu posto e evitar aglomerações tanto de pessoas fora da guarda ou de vigilantes do mesmo grupo. Quando os seguranças estão bem distribuídos em seus postos o poder de visão geral do prédio ou patrimônio, será maior, otimizando uma melhor segurança.
4. Postura adequada. Uma vigilância bem fardada e com boa postura, seja em pé ou sentada, transmite uma impressão de que são preparados e que são organizados. Isto também inibe coação de delinqüentes, bem como proporciona moralidade na equipe, na Empresa para com os clientes e as pessoas de um modo geral.
5. Evitar falar demais. Assuntos inerentes à segurança da Empresa ou da Unidade onde prestam serviços, relacionados aos procedimentos básicos como estratégias de segurança, não deverão ser comentados com terceiros a fim de não chegar ao ouvidos de delinqüentes. A rotina da segurança é algo muito sigiloso.
6. Estratégia. Como regra geral, um bom estrategista tem grandes vantagens para resolver problemas, para vencer obstáculos, para derrotar inimigos, para cuidar melhor da sua segurança e de outrem, etc. Todo segurança deverá trabalhar o hábito de criar estratégias, fazendo, se necessário ( mentalmente ), simulados de como reagir na situação de um assalto, etc.
7. Ser desconfiado. Sempre que possível, ao se aproximar desconhecidos, observar suspeitos. Evitar o contato próximo a suspeitos ou desconhecidos. Colocar – se sempre em posição de defesa.
A Ressurreiçao dos mortos
19/06/09
ESCATOLOGIA – A Ressurreição dos Mortos – 1 Co 15.3,4 , 12-20
Filed Under (Estudo Bíblico) by Pr.Leonardo Lima on 16-05-2009
INTRODUÇÃO
A doutrina da ressurreição tem sua base essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo. Jesus enfatizou e deu sentido especial a esse ensinamento (Jo 5.28,29), deixando claro que não haverá uma única e simultânea ressurreição para os mortos, e sim, que acontecera em duas fases distintas: a ressurreição dos justos e a dos ímpios.
I. O QUE É RESSURREIÇÃO
Sentido original. Duas palavras gregas (anastasis e egeiro) definem o termo ressurreição. Elas claramente indicam “tornar à vida”, “levantar se”, “despertar”, “acordar”.
Sentido doutrinário. Ressurreição é a devolução da vida ao que havia se extinguido fisicamente. É o ato do levantamento daquilo que havia estado no sepulcro. Varias vezes nos deparamos com a expressão “ressurreição dos mortos” (1 Co 15.12,13,21,42), de justos e ímpios. Porem, quando se refere aos justos, a expressão original é restritiva e se traduz por “ressurreição de entre os mortos”. A expressão “de entre os mortos” quer dizer os mortos tirados do meio de outros mortos.
II. CARÁTER GERAL DA RESSURREIÇÃO
No Antigo Testamento. Vários personagens importantes da historia do Antigo Testamento demonstraram sua confiança e crença na ressurreição. Abraão cria na ressurreição (Gn 22.5; Hb 11.17-19), (Jó 19.25-27); um dos filhos de Core, cantor, salmodiava sobre a ressurreição (Sl 49.15); o profeta Isaias cria e profetizava sobre a ressurreição (Is 26.19); Daniel, profeta e estadista, declarou sua crença na ressurreição (Dn 12.2,3); e Oséias, um profeta destacado em Israel, fez o mesmo (Os 13.14).
No Novo Testamento. A doutrina da ressurreição foi declarada e ensinada por Jesus em seu ministério terrestre (Jo 5.28,29; 6.39,40 44,54; Lc 14, 13,14; 20.35,36). Ensinada e reafirmada pelos apóstolos e os pais da Igreja primitiva (At 4.2). Em Atenas, na Grécia, Paulo pregou a Jesus Cristo e Sua ressurreição (At 17.18). Repetiu isso, também, para os filipenses (Fp 3.11), aos coríntios (1 Co 15.20), aos tessalonicenses (1 Ts 4.14-16), perante o governador Felix (At 24.15). O apostolo João, não só relatou o ensino de Cristo sobre a ressurreição, mas ele mesmo ensinou sobre o assunto (Ap 20.4-6).
Alguns exemplos bíblicos de ressurreição.
No Antigo Testamento. A historia dramática da ressurreição do filho da mulher sunamita através da oração do profeta Elizeu (2 Rs 4.32-37). Há um caso posterior mais impressionante. O profeta Elizeu já havia morrido e sido sepultado, e um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguição inimiga, lançou o seu morto na cova onde estavam os restos mortais de Elizeu. Ao tocar os ossos do profeta o morto reviveu e se levantou sobre seus pés (2 Rs 13.20,21).
No Novo Testamento. Os exemplos são numerosos, começando pelo ministério pessoal de Jesus Cristo: a filha de Jairo (Mt 9.24,25); o filho de uma viúva de Nain (Lc 7.13-15); seu amigo Lazaro, em Betânia, irmão de Maria e Marta (Jo 11.43,44). Ele mesmo venceu a morte depois de três dias no sepulcro (Lc 24.6) e, para confirmar Sua vitória sobre a morte, alguns corpos de santos mortos anteriormente, ressuscitaram e foram vistos em Jerusalém (Mt 27.52,53). Mais tarde, entre os apóstolos, Pedro orou ao Senhor e fez reviver a Dorcas (At 9.37,40, 41).
III. TIPOS DE RESSURREIÇÃO
Nacional. É, em linguagem metafórica, a ressurreição e renovação do povo de Israel em termos políticos, materiais e espirituais (Dt 4.23-30; 28.62-64; Lv 26.14-25; Ez 11.17; 36.24; 37.21; Jr 24.6; Ez 36.24,28). O cumprimento total da profecia relativa à ressurreição nacional acontecerá na vinda pessoal do Messias, o Senhor Jesus Cristo (Zc 14.1-5).
Espiritual. Refere se também metaforicamente a um renascimento espiritual dos que, tendo estado mortos em delitos e pecados (Ef 2.1) foram vivificados espiritualmente (Rm 6.4). Há, no entanto, um sentido literal dessa ressurreição, no que diz respeito à ressurreição corporal. Porem, o aspecto físico da ressurreição diz respeito aos corpos levantados das sepulturas, os quais sofrerão uma metamorfose. Isto é: uma transformação do físico para o espiritual (1 C o 15.52; 1 Ts 4.13-17).
Física. Precisamos distinguir esse tipo de ressurreição sob dois ângulos: o temporal e o escatológico. No sentido temporal, temos o exemplo de pessoas que morreram, foram sepultadas, e pelo poder de Deus ressuscitaram; posteriormente, voltaram a morrer (2 Rs 4.32-37); Mt 9.24,25). No sentido escatológico, tanto os justos quanto os ímpios vão ressuscitar fisicamente. Os justos, levantar se ão dos seus sepulcros na vinda do Senhor (1 Co 15.44,52; Jo 5.29). Os ímpios se levantarão não como os santos, mas no fim de todas as coisas, no Juízo Final (Ap 20.11-15).
IV. EXPLICANDO A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS E A DOS ÍMPIOS
A primeira ressurreição
O tempo. Dividi se em três fases distintas. A primeira fase refere se à ressurreição de Cristo e de muitos santos do Antigo Testamento, identificados como as “primícias dos mortos” (1 Co 15.20; Mt 27.52,53); Jesus e aqueles santos ressurretos são o primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12; 1 Co 15.23). Jesus foi o grão de trigo que caiu na terra, morreu, e produziu muito fruto (Jo 12.24). Isto é: aquele grupo de pessoas de Mt 27.52,53 foi a primícia, o primeiro molho. A segunda fase refere se à ressurreição dos mortos em Cristo na era neotestamentária, a qual se efetuara no chamamento especial por ocasião da volta do Senhor Jesus sobre as nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17). A terceira fase da primeira ressurreição refere se àqueles mortos no período da Grande Tribulação, os quais são chamados de “mártires da Grande Tribulação”. Refere se ao restolho da ceifa, isto é, as respigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5).
A natureza dos corpos ressurretos. Não importa como os corpos forma sepultados, se em covas na terra, ou no fundo dos mares e rios, ou queimados. Na realidade, os mesmo corpos mortos serão ressuscitados. No caso dos mortos em Cristo, seus corpos serão transformados (1 Co 15.35-38), iguais ao corpo ressurreto de Cristo (Fp 3.21).
2. A segunda ressurreição
O tempo. Já sabemos que Jesus distinguiu duas ressurreições: a dos justos e as dos ímpios (Jo 5.28.29). Alguns interpretes entendem a ressurreição dos mortos como um só evento, num mesmo tempo. Declaram que a única distinção é que “uns ressuscitarão para a vida” e outros “para a perdição”. Entretanto, essa teoria é largamente refutada. Na verdade, o tempo da segunda ressurreição acontecera no fim de todas as coisas, após o período do Milênio na terra, quando haverá o Juízo Final diante do Grande Trono Branco (Hb 4.13).
A natureza dos corpos ressuscitados dos ímpios. Quanto à ressurreição o processo será o mesmo que o dos justos. Seus corpos terão todas as partículas físicas reunidas e transformadas em corpos espirituais, mas sem qualquer gloria, À semelhança dos justos no Hades, as almas e espíritos se unirão aos seus corpos sepultados para serem julgados por suas obras (Ap 20.12; Dn 12.2). Nenhuma gloria, nenhuma beleza, mas totalmente inglório, para que sejam prestado as contas perante o Supremo Juízo 9Hb 4.13; Rm 2.5,5; Hb 9.27).
O estado final dos ímpios. Na verdade, os ímpios ressuscitarão para uma “segunda morte”, Ap 21.8. Essa “segunda morte” não significa aniquilamento, mas banimento da presença de Deus (2 Ts 1.9). Esse banimento implica que todos os ímpios serão lançados no Geena, chamado “Lago de Fogo” (Mt 25.41,46), que arde continuamente com fogo inapagável – o tormento eterno (Ap 14.10,11)
CONCLUSÃO
A esperança da Igreja está baseada na ressurr
eição de Cristo. Sua morte e ressurreição são a garantia total de que Ele voltara. Sua vitória sobre a morte foi com gloria, triunfo e poder.
Palestra em Escatologia
08/06/09
1.AS DEFINIÇÕES
ESCATOLOGIA (grego=eschatos, “último”, e logos, “assunto”, ou seja, “a doutrina das últimas coisas”). A Escatologia Bíblica diz respeito não apenas ao destino do indivíduo, mas também se preocupa com a história. Isso se deve ao caráter particular de revelação da Bíblia. Deus não somente se revela por meio dehomens divinamente movidos, mas também em e mediante os acontecimentos da história redentiva, o mais da qual é o advento e a vida do seu filho, Jesus Cristo. Além disso, o conteúdo dessa revelação não se limita as verdades acerca do caráter e dos propósitos de Deus , mas inclui igualmente suas ações redentoras na história, bem como a palavra inspirada, que interpreta a significação dessas ações. Visto que Deus é o Senhor da história, a consumação da obra redentora de Deus, incluirá a redenção da própria história.
“ENTRETANTO, o Espírito Santo nos diz claramente que nos últimos tempos alguns na igreja se desviarão de Cristo e se tornarão seguidores de mestre com idéias de inspiração diabólica” ITm. 4.1. Alguns falsos ensinadores têm introduzido no meio do povo de Deus ensinos deturpantes sobre as coisas que ainda hão de acontecer. Ë de se lamentar que essas heresias têm desviado muitos cristão que por sua vez perdem o gosto pelo verdadeiro ensino, contido nas Sagradas Escrituras, concernente ao futuro.
O estudo da Escatologia requer muita atenção e cuidado para não entrar na classe dos falsos mestres que Paulo enfatizou que, nos últimos tempos surgiriam.
Não é difícil o estudo sobre Escatologia, desde que o estudante dedicado busque a orientação de Deus que por sua vez iluminará a mente do seu discípulo. Uma coisa é certa: o Espírito Santo é o único e verdadeiro intérprete que merece toda a nossa confiança, no que tange a todo o conteúdo plausível da Bíblia Sagrada, o Livro de Deus.
1.1A IMPORTANCIA DO ENSINO ESCATOLÓGICO
A Escatologia Bíblica tem sido negligenciada em muitos púlpitos causando um enorme prejuízo a igreja do Senhor. Há muitos pregadores enganados ensinando o que não convém (Tt 1.11) por falta de conhecimento. Ensinam que o INFERNO é no sol, outros estão pregando que Jesus desceu ao Inferno e ao chegar lá derrubou a porta do inferno a ponta-pés para tomar a chave de Satanás. No estudo da escatologia bíblica, é de caráter fundamental, Ter o
cuidado em não apresentar falsas interpretações, evitando, com isso, questionamento e especulações. Deus nos adverte dizendo que devemos “manejar bem a Palavra da verdade.”(II Tm.2.15). “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará”.(Hc.2.3). Os motivos reais de termos pessoas com tantas dúvidas e pregadores e ensinadores que não são ortodoxos na sua apresentação de ESCATOLOGIA, produzindo interpretações absurdas do texto bíblico são:
a)FALTA DE AFINIDADE DO CRENTE COM O ESPÍRITO SANTO – Daí, falta introspecção espiritual( 1 Co2.10,14 ) . A bíblia foi produzida pelo Espírito Santo, portanto não devemos pensar que podemos entendê-la só por sermos antigos na fé, por sermos intelectuais, Jovens, etc. O Espírito Santo é o interprete real da escritura.
b)FALTA DE APLICAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO NOS SEUS VARIADOS ASPECTOS – Falsa aplicação quanto a povos bíblicos; quanto a tempo; quanto a lugar; quanto aos sentidos do texto; quanto a mensagem do texto; e quanto a procedência da mensagem do texto. Tudo isto em relação ao assunto que estamos estudando no momento ( ESCATOLOGIA ). A correta aplicação da Palavra de Deus é: ” …maneja bem a palavra da verdade” ( 2 Tm 2.15 ) e para manejá-la bem é necessário considerar vários aspectos de aplicação já mencionados. É dever de TODO OBREIRO do Senhor, manejar BEM A PALAVRA DA VERDADE. Tanto é réu o corruptor da sã doutrina, como o omisso nela.
c)CONHECIMENTO BÍBLICO DESORDENADO – Há crentes em nossas igrejas, portadores de um admirável conhecimento bíblico, mas infelizmente, por falta de estudo sistemático dos assuntos bíblicos, esse conhecimento deles é vago, solto, sem sequencia, desordenado, tipo catálogo de telefone, onde uma informação nada tem haver com a outra. Dá pena, mas é verdade! É conhecimento Bíblico mas, assimétrico.
d)CONHECIMENTO ESPECULATIVO – Isto é, conhecimento que é apenas especulação do intelecto humano ( 1 Co 2.14 ). Especular é querer saber apenas para saber, mas sem qualquer intenção de glorificar a Deus, de consagrar a vida a Ele, e muito menos de obedecer a Sua vontade. Há muita diferença de “amar a Sua vinda” ( 2 Tm 4.8 ) e especular sobre sua vinda.
2.ENTENDENDO O CAMPO DA ESCATOLOGIA BÍBLICA.
Littera scripta manet – “a palavra escrita permanece”, disse Horácio na Roma Antiga a mais de 2.000 anos atrás. O que caracteriza o vislumbre do cumprimento das profecia no palco da escatologia, é a maneira de como Deus trabalha para mostrar a sua vontade, revelada na palavra escrita. Este trabalho consiste em ampliar a revelação divina, nos dando a entender que a palavra escrita continua em pé, revigorada pela forte atuação e inspiração do Espírito Santo de Deus. A ordem que o profeta Jeremias recebeu do Senhor foi esta: “escreve num livro todas as palavras que eu te disse”, Jr. 30.2.
Não podemos duvidar nem admitir falha na palavra de Deus. Ela é inspirada pelo Espírito Santo; 2Tm. 3.16. A inerrância das escrituras tem sua base na infabilidade da Palavra do Senhor.
Com isso podemos ir mais além do que Horácio afirmou. “a palavra escrita ‘não’ apenas permanece – ela floresce como trepadeira nas fronteiras do nosso entendimento”. Ela alcança o mais profundo dos recônditos da nossa alma. Para entender o campo da escatologia, precisamos saber de 3 (três) verdades básicas.
2.1 A IGREJA – ALVO DA REVELAÇÃO DIVINA.
Toda a revelação aponta para o futuro. O futuro consiste num plano traçado por Deus para que a Igreja caminhe neste mundo “pela fé a esta graça, na qual estando firme, gloria-se na esperança da glória de Deus”, Rm. 5.2
Argumentando o fato de nós sermos alvo da revelação divina, o apóstolo Paulo escreveu aos Efésios dizendo que Deus “nos elegeu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade”, Ef. 1.4,5. Somente aqueles que são santos e filhos de Deus é que têm o privilégio de ter a revelação das coisas que em breve hão de acontecer.
Em contraste, o mundo pagão, que não tem a revelação de Deus, se fecha num ciclo de falsas expectativas em relação ao futuro.
No consenso filosófico da humanidade a maior parte da população do mundo vê com grande otimismo a era que está por vir. Pressentindo um fantástico progresso material e científico, vivendo na era da velocidade e vendo a aquisição do conhecimento se acelerar, muitos poderão se tornar otimistas demais. Contudo o apóstolo Paulo nos adverte: “quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição”, ITm. 5.3.
Aos olhos dos franceses do final do século XIX, o novo século parecia uma espécie de Idade de Ouro. Mas o entusiasmo durou até 1914, quando a 1ª Guerra Mundial pôs fim ao sonho dourado.
Outra parte da humanidade certamente adentrará o 3º milênio cheia de superstições, medo, insegurança e pessimismo; preocupada com desgraças, desemprego, violência e caos social.
conseguiu comemorar a data, pois esperava o “Apocalipse”. Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basíli
ca de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado.
Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia. Quem conhece a revelação sabe que o mundo irá de mal a pior, mas não se desespera. E o Senhor Jesus profetiza: “homens desmaiarão de terror, na expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo… e quando estas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e levantem a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, Lc. 21.26,28.
2.2 OS QUATRO TIPOS DE ESCATOLOGIA
Além de ser um dos capítulos da dogmática cristã, ou seja, o estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas, há quatro outros tipos de escatologia, segundo nos apresenta o Dicionário Teológico (CPAD).
a) Escatologia consistente.
Termo nascido com Alberto Schweitzer, segundo o qual a ações e a doutrina de Cristo, tinha um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele Jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem.
b) Escatologia idealista.
Corrente doutrinária que relaciona a escatologia bíblica às verdades infinitas. Os que defendem tal posicionamento, alegam que a doutrina das últimas coisas não terá qualquer efeito sobre a história da humanidade. Relegam-na, pois, à condição de mera utopia, ou seja, projeto irrealizável, fantasia.
A abordagem idealista doApocalipse, por exemplo, é, as vezes, chamada de visão “espiritualista”, visto que interpreta o livro espiritual ou simbolicamente. O livro é visto da perspectiva que representa o conflito continuo entre o bem e o mal, sem conexão histórica imediata para qualquer evento político ou social.
Mas, o que dirão elas, por exemplo, acerca das profecias já cumpridas? Será que estas não referendam as que estão por se cumprirem? Não esqueçamos, pois, ser a profecia a essência da Bíblia. Se descremos daquela, não podemos crer nesta.
c) Escatologia individual.
Estudo das últimas coisas que dizem respeito exclusivamente ao indivíduo, tratando de sua morte, estado intermediário, ressurreição e destino eterno. Neste contexto, nenhuma abordagem é feita, quer a Israel, quer a Igreja.
d) Escatologia realizada.
Ponto de vista defendida por C.H. Dodd, segundo o qual as previsões escatológicas das Sagradas Escrituras foram cumpridas nos tempos bíblicos. Atualmente, portanto, não nos resta nenhuma expectativa profética de acordo com o ensino de Dodd.
Gostaríamos, porém que ele nos respondesse as seguintes perguntas:
• A 2ª vinda de Cristo já foi realizada?
• A grande Tribulação já é história?
• O julgamento final já foi consumado?
3 – MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DA ESCATOLOGIA.
Nesta seção aprenderemos os métodos utilizados na interpretação de porções bíblicas que concerne ao futuro. Lembrando que, na história da Igreja tem sido adotados vários métodos de interpretação no que tange às escrituras proféticas. No entanto, faz-se necessário o bom conhecimento e a maneira correta de se aplicar dois métodos de interpretação que devem merecer nossa atenção.
3.1 – Método alegórico ou figurado
O termo alegoria é definido, por alguns teólogos, como qualquer declaração de fatos supostos que admite a interpretação literal, mas que requer, também, uma interpretação moral ou figurada. Se não atentarmos para o sentido real, figurado ou literal, de uma profecia bíblica, negamos o seu valor histórico, dando uma interpretação de menos importância, e assim corremos o risco de anular a revelação de Deus naquela profecia.
Portanto, o método alegórico deve ser utilizado de maneira correta. Leia Gl. 4.21-31 e observe que Paulo tomou figuras ilustradas no texto com focos literais da antiga dispensação, mas apresentou-os como sobras de eventos futuros.
3.2 – Método literal ou textual
Este método se preocupa em dar um sentido literal às palavras da profecia, interpretando-as conforme o significado ordinário, de uso normal. A preocupação básica é interpretar o texto sagrado consoante a natureza da inspiração da profecia.
Ambos os métodos são válidos. Há uma perfeita ralação entre as verdades literais e a linguagem figurada. Por exemplo, no texto de Jo.1.6 diz: “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. E em Jo. 1.29 nos fala: “Eis aí o Cordeiro de Deus.” Palavras pronunciadas pelo próprio João Batista ao ver a Jesus.
Agora vejamos os métodos de interpretação aplicado em ambos os textos. O 1º está falando literalmente de um homem, cujo nome, de fato, era João. No 2º texto João Batista usou a forma figurada para denotar a pessoa de Jesus.
Em se tratando do livro de Apocalipse, que em sua parte, é um livro escatológico, têm surgido diversas classes de intérpretes, as quais devem ser conhecidas pelos pastores e por aqueles que exercem o Ministério da Palavra. Por quê?
Porque os crentes pentecostais, em sua maioria, não sabem em que classe de intérpretes do Apocalipse, eles se encaixam, e por conseguinte deixam ser levados por ensinos deturpantes que contradizem a Palavra de Deus. Por exemplo, os Adventistas do 7º Dia, vêem a vinda de Cristo, a este mundo, como em uma única vez, sem ser dividida em duas fases distintas, e assim não dão espaço para o período da Grande Tribulação e a restauração de Israel.
Vejamos os principais intérpretes com seus respectivos ensinos.
1º – Os Preteristas. Esta classe crê que a maior parte do Apocalipse já foi cumprida, a muito tempo atrás. Eles relegam tudo ao passado. O relacionamento que eles fazem entre o texto e o evento é muito subjetivo e precário.
2º – Os Historicistas. Os intérpretes que assumem esta posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana. Interpretam o Apocalipse como um estudo progressivo dos destinos da Igreja desde o seu início até a consumação. Estes asseveram que as profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir e algumas estão sendo cumpridas diante de nós.
3º – Os futuristas. Estes interpretes dividem-se em dois grupos:
a) Futuristas extremos – acham que todo o Apocalipse refere-se à vinda do Senhor Jesus Cristo.
b) Futuristas simples – Aceitam que os 3 primeiros caps. do livro como já cumpridos; tudo o que se segue refere-se à aparição vindoura de Cristo. A maioria dos Pentecostais Fundamentalistas têm uma visão futurista do livro. Sob esta perspectiva tudo, ou quase tudo que é narrado após o cap. 4, será cumprido num curto espaço de tempo (sete anos) após o término da Dispensação da Igreja.
Os intérpretes do Apocalipse estão também divididos na forma COMO ABORDAM O MILÊNIO. (Os mil anos mencionados no cap. 20). A maneira como se encara o Milênio afeta a interpretação do Apocalipse como um todo. É necessário levantarmos, aqui, alguns pontos.
1º – Amilenistas. Ensinam que não haverá nenhum Milênio, pelo menos não na terra. Alguns simplesmente dizem que, como o Apocalipse é simbólico, não há sentido algum em se falar em Milênio Literal. Outros interpretam os mil anos como algo que ocorrerá no céu. Pegam o número mil como um algarismo ideal, um período indefinido. Assim, esperam que este período da Igreja termine com a ressurreição e julgamento geral, tanto do justo como do ímpio, seguindo-se imediatament
e o reinado eterno no novo céu e na nova terra. A maioria dos amilenistas consideram Agostinho (o bispo de Hipona, no Norte da África 396 – 430 d.C.) um dos principais promotores do amilenismo.
2º – Pós-Milenista. Começou a espalhar-se a partir do século XVIII. Seus adeptos interpretam os mil anos do Milênio, como uma extensão do período atual da Igreja. Ensinam que o poder do Evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra. O pós-milenismo também espiritualiza irritadamente as profecias da Bíblia, não dando espaço à restauração de Israel ou reinado literal de Cristo sobre a terra durante o Milênio.
3º – Pré-Milenista. Acreditam que, o retorno de Cristo, a ressurreição dos salvos e o tribunal de Cristo, será antes do Milênio. No final deste, Satanás será solto, engana as nações, mas há de ser prontamente derrotado para todo o sempre. Segue-se o julgamento do GTB, que sentenciará o restante dos mortos. Aí sim, teremos o reino eterno no novo céu e na nova terra.
A perspectiva pre-milenista e futurista simples,juntas,encaixam-se melhor nas orietaçoes de Jesus.
É essa classe de intérpretes do Apocalipse que a maioria dos Pentecostais pertence.
A facilidade em desistir
03/06/09
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” Ef. 6. 9
Nossa vida está repleta de situações que, por vezes, nos levam a trabalhar com a possibilidade da desistência no propósito de desvencilharmo-nos de preocupações, tristezas, aborrecimentos, coisas e até de pessoas.
Isto não deve nos surpreender, não deve nos levar à conclusão de que somos fracos, incapazes de prosseguir, de lutar, de vencer. Não estamos solitários ao conjecturar sobre os resultados de abandonar o que deveríamos suportar. Esta é mais uma daquelas típicas condições que são compartilhadas pelos mortais.
Consciente disto, o apóstolo Paulo escreve aos gálatas sobre a necessidade de perseverar em fazer o bem, asseverando que há um tempo para ceifar, caso haja determinação, disposição, continuidade, insistência e seus similares.
É preciso, entretanto, observar o cuidado de não dissociar esta promessa ao que é dito antes e depois. Refiro-me ao fato de estar mais do que comprovado que, geralmente, colhe-se o que se planta e que, tendo esta consciência, é preciso fazer o bem a todos continua e indiscriminadamente, com ênfase aos da família da fé, lembrando sempre que a ceifa não tem nenhuma relação com o imediatismo ao qual estamos tão acostumados. Isto se define pelo uso do termo “a seu tempo ceifaremos”, ou seja, embora a linguagem figurada nos lembre do tempo previsto para as folhas, flores e frutos, neste caso, em se tratando de semear para o Espírito, não reunimos condições para prever o tempo apropriado para a colheita. Isto está no âmbito da economia exclusiva de Deus.
Sendo assim, não é incomum notar o inconformismo de muitos que, julgando lançar a semente certa, lamentam a ausência de resultados. Dois problemas sérios que não encontram amparo no texto, posto que, nosso julgamento pode estar em discordância com o parecer divino e não estamos sendo encorajados a ficar de plantão esperando um momento para comemorar. Embora isto possa ocorrer em vida, os resultados definitivos de tudo quanto fazemos estão reservados para a eternidade onde havemos de desfrutar plenamente a alegria, o conforto, o prêmio reservado para os que aprenderam o significado de “não nos cansemos de fazer o bem”.
Portanto, ainda que seja mais fácil desistir, a segurança está em perseverar, por mais difícil que isto possa representar.
Que Deus nos ajude a ter a paciência necessária para nos mantermos firmes frente ao desafio que este trabalho representa.
Rev. Marcos Martins Dias